As pessoas buscam um futuro melhor para a família!

Andre Salles, executivo, morador da Flórida, carioca veio ao Rio para falar sobre internacionalização de investimentos e atrair brasileiros para o mercado imobiliário dos EUA.
Veja o relato completo, publicado essa semana pelo “O Globo”:

“Tenho 19 anos de experiência em desenvolvimento de negócios, gestão de portfólio e real estate. Atualmente, trabalho com captação de investidores para o mercado imobiliário americano.”

Conte algo que não sei.

O Brasil é o terceiro maior investidor do programa EB-5 (imigrante investidor), no qual se investe um determinado valor em empresas norte-americanas, permitindo aos beneficiados viver e trabalhar nos Estados Unidos ao lado do cônjuge e dos filhos menores de 21 anos. Além disso, o Brasil tem potencial para assumir a segunda colocação, que atualmente é do Vietnã, um mercado bem menor do que o brasileiro.

Quais fatores fazem com que o Brasil ocupe essa posição?

Por conta da situação político-econômica e da violência, que vive uma escalada. As pessoas buscam mais segurança, um futuro melhor para a família. Em geral, vão para os Estados Unidos e para Portugal.

Por que esses países são os principais destinos?

Portugal tem a facilidade da língua e da cultura, além do fato de o Brasil ter muitos descendentes de imigrantes portugueses, que conseguem com mais facilidade um passaporte daquele país. Em geral, vai para Portugal quem está próximo de se aposentar. Para os EUA, vai quem quer ganhar dinheiro e “fazer a vida”, investindo e fazendo negócios.

Qual o principal atrativo para buscar essa mudança?

Qualidade de vida, sem dúvidas. Isso engloba segurança, educação, oportunidades de emprego e negócios. Uma pessoa qualificada e competente que monta um negócio próprio nos EUA tem uma chance enorme de prosperar. Lá, todas as esferas do governo têm a intenção de fomentar negócios.

Qual a participação dos brasileiros no mercado de investimentos imobiliários?

A partir da crise de 2015, com a grande desvalorização do real, os brasileiros começaram a olhar um pouco mais para o exterior. Ano passado, a China teve 7.500 pedidos de vistos EB-5, e o Brasil, 282. Há ainda um grande espaço a ser explorado. O visto EB-5 se tornou conhecido pelos brasileiros há pouco tempo, cerca de dois ou três anos, assim como o Golden Visa, de Portugal.

A retomada da economia brasileira pode desacelerar esse processo?

Há uma série de fatores que contribuem para a escolha de sair do país, como violência, educação melhor para os filhos e outros valores que são postos na balança na hora de tomar essa decisão. A segurança é o melhor exemplo. No Brasil, temos ondas de melhora, mas nada a longo prazo.

Qual o perfil de investidor que você busca no Brasil?

Para investimento daqui mesmo do Brasil, alguém que tenha disponibilidade de US$ 100 mil dólares. Para quem quer morar nos Estados Unidos usando o EB-5, procuramos famílias com adultos a partir de 35 anos, geralmente com filhos menores de 21 anos, que querem qualidade de vida e um futuro melhor.

Quais foram os efeitos da crise de 2008 para o setor?

A crise serviu como um alerta. Cada tomada de decisão deve ser acompanhada de uma profunda análise dos riscos. Mas vale lembrar que, dos empréstimos tomados nos anos que antecederam a crise, os que foram investidos no setor hoteleiro são os que apresentam a menor taxa de inadimplência. Nesse ramo, consegue-se reagir melhor a essas variações, reduzindo o valor da tarifa aos poucos, mas mantendo a taxa de ocupação.

Houve alguma mudança após a eleição de Donald Trump para presidência dos EUA?

O próprio Trump, antes de chegar à presidência, utilizou o programa EB-5 para captar uma série de investidores.

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